21 de abril de 2011

Hoje, falaremos sobre estilos diferentes, transsexualismo, androgenismo e padrões de beleza que nos são impostos.
A algum tempo as modelos plus size têm conseguido ganhar seu espaço nos editoriais e nas passarelas, porém, na minha visão ainda consigo perceber certa resistência ou arrisco dizer, até preconceito por parte de algumas pessoas, já ouvi pessoas falarem “eca, é gorda!”. É gorda? É. E é feia por isso? Nem um pouco. Na televisão costumamos ver atrizes gordas fazendo papel de empregada, porque? Alguém aí já viu atriz gorda fazendo papel principal e se dando bem no final? Não lembro de nenhuma..
Nas passarelas as coisas não são tão diferentes assim, modelos plus size desfilam para marcas plus size, e porque não podem também desfilar para outras marcas? Porque eles sempre preferem as magras. E aí entra a questão dos disturbios alimentares. (Eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo para expressar opinião sobre esse assunto, sou só mais uma neurótica por magreza, que conta calorias do que come e quase surta depois de ver que detonou uma barra inteira de chocolate.)
Para “caber” nas passarelas “de gente magra”, inicia-se a luta contra balança, cortam-se refeições ou não se come nada. E aí começa toda aquela luta que já conhecemos e que nem vale a pena discutir de novo.
Sobre esse assunto, termino com a pergunta: Até quando?

Assunto número dois: Androgenismo e transsexualismo.
Podem não ter sido os primeiros, mas na minha visão foram os que revolucionaram. Andrej Pejic e Lea T.
O Andrej é menino galera, nasceu menino e continua sendo menino. Porém, tem rosto de mulher e por isso estampa editorias e desfila, ora vestido de mulher, ora vestido de homem. Sinceramente? Acho o máximo. Quem sabe assim, mais uma barreira, mais um padrão de beleza é derrubado?
Já Lea T (sua linda!), nasceu menino e continua sendo menino. Porém! Só em uma parte de seu corpo. De resto, é uma mulher completa e linda.
Talvez todo esse assunto tenha uma aceitação melhor no campo da moda, pois quem trabalha nesse ramo tem que ter a cabeça aberta e livre de preconceitos. Mas, quando mudamos da moda para TV, para um reality show em que grande parte da população brasileira assistiu, nem tudo foi tão maravilhoso assim.
Eis que Ariadna aparece no reality show mais assistido na TV brasileira, em uma consagrada emissora e assume que é transsexual, há toda uma reclusão, todo um preconceito. Cadê o calor brasileiro? O Brasil que todo amam ainda precisa aprender (e muito) a aceitar a escolha dos outros.
Agora Ariadna vai sair na playboy, veremos se vai vender mais que a da Cléo Pires ou que as das outras BBB’s … espero que sim…

Nosso último tópico do dia diz respeito a beleza em si. O que é beleza?! O que eu acho bonito, é diferente do que você acha bonito?

Perguntei a algumas pessoas o que achavam da Gisele, e grande parte das resposta foi “Acho ela bonita”, perguntei a mesma cosia sobre Alice, e as respostas foram totalmente diferentes tendo como grande parte das respostas “Ela é estranha”..
Estranha? Bonita?
Porque estranha? Porque o cabelo dela é diferente? Porque as roupas dela são diferentes? Acho que isso não faz de uma pessoa um ser estranho.. Estranho pra mim são extraterrestres, porque não os conheço. Uma pessoa que não usa as roupas que a TV ou as revistas dizem que são legais, faz dela feia? Ou estranha?
Não seguir o que a mídia impõe como beleza, nos exclui disso?
É um assunto que pode durar dias.. e gerar discussões horriveis.. Acho melhor parar por aqui.
Deu para entender o que eu quis dizer, não deu?
Nossa.. essa foi a maior crítica que eu já escrevi na vida…
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