16 de janeiro de 2012
Olá, bom dia!
Quem me conhece sabe, quando é para elogiar, eu elogio, mas quando é para falar mal, eu falo mesmo. Digamos que não é “falar mal” a ocasião agora, mas sim uma crítica construtiva que quem sabe chegue a organização do Fashion Rio e dê em alguma coisa, ou que pelo menos gere uma discussão sobre os assuntos.
Preciso começar falando que desde que a Luminosidade assumiu a organização do Fashion Rio, ele melhorou 90%, em nenhuma outra edição eu vi tantos problemas como vi nessa.
Acho que era o ritmo de férias..
Atrasos são perdoáveis, não são?! Eu não costumo me importar tanto assim com atrasos, pois sei que problemas acontecem. 
No primeiro dia, tiveram atrasos que alcançaram a marca de 1 hora, tudo bem era o primeiro dia, né? Achei que iria melhorar, mas não, os atrasos continuaram.. não mais de 1 hora mas de 30 a 40 minutos, e se estivéssemos sentados, seria menos pior. 
Porém as filas estavam completamente bagunçadas, ninguém sabia ao certo onde era seu lugar, os furões resolveram aparecer, standing? pitt? convidados? imprensa? Cada segurança dava uma informação ou nenhuma. Senti que faltou instrução a eles, fora que nenhum falava inglês e se nós estávamos enrolados, imagina os gringos?! A língua dos sinais foi a que dominou essa semana..
Eu me dei ao trabalho de contar quantas marcas incluíram modelos negros em seu casting e terminei a contagem com um saldo de 25 marcas e com o assustador número de 13 marcas com negros nas passarelas. Acha muito em um país onde a metade da população tem origem africana? O Brasil é o país com a maior população negra do mundo, estando apenas depois da Nigéria. Voltamos aos números, em 2009, a SPFW teve que cumprimir uma “cota”, assim como tem nas universidades, pelo menos 10% do casting deveria ser composto por modelos negros. Em 2010, de 344 modelos, apenas 8 eram negros.
Eu sinceramente não sei o que pensar sobre um evento deste porte, onde transsexuais e andrógenos já desfilaram, ter um número mínimo de negros, sou absolutamente contra as cotas, todos somos iguais, basta olhar as palmas de nossas mãos, todas são brancas e por dentro temos os mesmo órgãos e as mesmas cores.
Mais uma semana de moda, mais uma vez o assunto sobre a magreza excessiva volta.  Já ouvi coisas do tipo “o que tem que sobressair na passarela é a roupa, não a modelo”, essas meninas parecem mais esqueletos. Durante o desfile, na maioria das vezes não dá para reparar a magreza, mas basta esbarrar com elas do lado de fora para ver que elas são pele e osso. 
Como saber se uma roupa que está sendo usada nas passarelas vai cair bem em um corpo normal, se são elas que estão fora do padrão? O número 38, que é o que a maioria das mulheres vestem, para elas já é grande. Sinceramente, não as culpo, pois elas seguem ordem. Mas essa “doença” da moda só vai ser curada quando as marcas começaram a não aceitar mais corpos dessa maneira, e aí sim as agências terão que cuidar melhor de suas meninas para poder conseguir trabalho. Em um meio onde são elas que ditam tendências, não só de roupas, mas de beleza, o corpo esquelético transmite também uma tendência e isso podemos comprovar com a quantidade de meninas que sofrem de distúrbios alimentares. 
Para terminar e pensar, Marilyn Monroe que é uma diva até hoje, vestia 44.
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  • Depilação
  • Eu testei: Semi di Lino (Alfaparf)
  • Look do dia: Hola!
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