24 de março de 2011

Tenho pensado na frase “Mais design, menos preço” já tem algum tempo, mas, só agora pensei em desenvolver o pensamento e compartilhar com vocês. Posso, não posso?
Não é de hoje que designers (e até modelos) assinam linhas para redes de fast fashion, porém, recentemente isso se tornou uma febre. Quase todas, ou pelo menos a grande maioria, dos atuais fast fashions já tem mais de uma coleção lançada por pessoas famosas. Isso foi bom pelo lado da democratização, pois muita gente que consome fast fashion não tem dinheiro (e até mesmo não conhece) para comprar pelas “originais” assinadas pelos mesmos designers.
Acontece que, também há o outro lado da moeda. Ontem a C&A lançou a coleção assinada por Stella McCartney (olha ali o catálogo) e os preços que deveriam ser “baixos” estão nas alturas. Lembro muito de quando era pequena, a C&A era MUITO mais barata do que é hoje. É válido pagar R$ 300 reais por uma peça da C&A assinada pela McCartney? Há também quem pense que está realmente no lucro ao levar uma peça Stella McCartney por R$ 300. Not! Não é lucro, primeiro porque as peças dela para a C&A não são, nem de longe, iguais ou parecidas com as que ela vende em Londres. A começar pelo preço, e depois aparecem outras questões que nem sempre “leigos” prestam atenção, o material, a loja e a qualidade continuam sendo C&A e não McCartney! Ou seja, não é Stella McCartney por R$ 300 é C&A por R$ 300!
Tomei como exemplo a C&A porque realmente me assustei com os preços, mas não pensem que ela é a única, Tok&Stok, Riachuelo e Lanvin entram no mesmo barco.
Vejamos o outro lado, porque será então, que os designers continuam aceitando parcerias assim?! Eu tenho uma teoria: reconhecimento. Quem entra na loja, não sabe quem é aquele “tal” que assinou a coleção mas gostou das peças e tem o mínimo interesse, faz o que? Pesquisa e tenta comprar nem que seja na liquidação.
Fui fazer um trabalho na Espaço Fashion ontem, e quando foi perguntado a gerente: “quem consome a Espaço?” a resposta foi “Classe A. B e C quando está em liquidação”. Porque isso? Porque ela ganhou reconhecimento depois de assinar a coleção para a C&A. No começo, a Espaço Fashion tinha uma aceitação X, as compras podiam ser parceladas em X vezes, serem pagas em tantas opções de cartões, cheque e dinheiro. Agora, não é mais assim. As compras só podem ser parceladas depois de um preço alto. Porque? Para classes mais baixas não terem como pagar pelas peças fora da liquidação.
Fica aí uma crítica construtiva, vale mesmo a pena, pagar tanto por peças de fast fashion?
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    23 de março de 2011

    Que a C&A anda fazendo parcerias com famosos não é nenhum novidade. As parcerias podem ser boas para nós, meros mortais, que não temos grana para comprar uma “original”, mas e a identidade da marca? C&A sempre teve preços baixos e com essas parcerias eles tem aumentado bastante. Enfim, farei um post sobre o assunto muito em breve.

    Hoje, mostrarei apenas o catálogo da Stella McCartney para a C&A. A primeira coisa que eu observei foi a qualidade dele, o papel é bem mais grosso e bem melhor que o dos anteriores. Segundo que eu achei bem legal foi ter um realese da coleção bem na contra capa. E o que eu achei simplesmente o máximo é o fato do catálogo ser reciclável, as folhas são destacáveis e atrás é em branco (tem só o preço das peças bem pequeno no rodapé) e elas servem de bloquinho!

    Agora, vale a pena parar R$ 300 numa peça de loja de departamento? Falaremos disso em breve..
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